Na palma de tua mão recolheste meus fragmentos pedaços de minha alma definhando em tormento acolhendo junto ao teu, meu despedaçado coração, que há muito padecia na mais triste solidão.
Despregando do negro lodo, tão inerte vida rastejante as entranhas em chuva de carinhos, foram lavadas tua ternura, em gotas, instilada no peito decadente à chama de teu amor, as mágoas de outrora, incendiadas.
À alma dilacerada pelas chagas de um insano amor escorreste em paixão, de teus lábios, o bálsamo quente nas feridas abertas pelos espinhos, semeaste tua flor.
Folhas secas e caídas, sem piedade foram varridas delindo junto à elas, toda a penúria do vazio plangente restando somente, desbastado ramo, entregue em tua vida.