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日志


12月24日

Uma Oração de Amor e Fé by Carmen Cristal

 
UMA ORAÇÃO DE AMOR E FÉ...
Carmen Cristal
 
Senhor meu Deus,
elevo minha alma e agradeço
pelo que já vivi, as experiências,
pelo presente, minhas vivências,
pelo futuro, a esperança...
Agradeço a vida!...
Pai, perdoe meus enganos;
tome meu coração,
possa eu ser mais humana,
mais paciente, mais amorosa,
mais consciente!...
Abrace Seu ensinamento,
siga o caminho do amor...
Senhor da minha vida,
seja eu Seu instrumento!...
Com carinho,
distribua, por onde andar,
a semente da esperança,
a força da fé,
o calor da união.
Mensageira
das mais suaves emoções,
 seja em oração,
força para as almas irmãs,
 paz para os corações...
 
Pelo Amor do Criador!...
 Assim Seja!...
Amém...

O Espírito do Natal by Milamarian

 
O ESPÍRITO DO NATAL
Milamarian
 
 
 
Ao redor da farta mesa, flores em tons rosa e lilás
os presentes envoltos em fitas e enormes laçarotes
pensamentos e gestos nos laços daqueles pacotes
sejam voltados ao Menino, sinônimo de amor e paz.
 
A árvore em brilhantes luzes ao som da música suave
pequeninos junto à lareira na espera da abençoada hora
anúncio da chegada do Salvador dos Poentes e Auroras
seja então o canto natalino uma prece de generosidade.
 
No pulsar da Estrela-Guia, a properidade e a saúde
vibre a luz da cadente nesta noite e nas seguintes
e o rastro de seu caudal no novo ano, amiúde.
 
A humildade do cenário daquela manjedoura em Belém
espalhe por todo o Universo, seja o homem atento ouvinte
e se lembre do espírito natalino em harmonia e amém.
 
 
Em 12 de dezembro de 2007.
 
 
12月11日

Aquarela by Milamarian

 
 
AQUARELA
Milamarian
 
 
 
Um pincel ao vento, ao oceano em oração
navegando na aurora em sonhos coloridos;
qual pirilampo no mar de flores embevecido
ela sorri...pois é tão só dele o brilho da canção!
 
 
O único raio de sol vence a serra e avança
aquece as águas do rio, o inverno vai embora
e a úmida gota de orvalho brota dentro e fora
da alma dela àquela rosa, em céus de lua mansa!
 
 
Imensidão! Expressa o olhar dela em amor
acalenta a ramaria, cresce num sobe e desce
à ribeira em água cristalina, flui em dulçor,
 
 
e espalha pelo vale qual brilhante purpurina
o verso que na aquarela somente ele reconhece
num tracejo pelo céu sem paralelas ou curvilíneas.
 
 
Em 7 de dezembro de 2007.

Fragilidades

 
Fragilidades
António Zumaia
 
Se na vida lutei e morri,
foi porque a luta, era desigual;
neste coração homem, esqueci…
Que o bem, nem sempre vence o mal!
Todo esse tempo no qual vivi,
procurei rumo… sem saber qual.
 
Quebrem lanças num frágil escudo,
que protege, ainda assim, meu peito.
Na guerra e no amor não me iludo;
No dia passado no teu leito,
foi em sonho, que me deste tudo;
Que tu amaste… nesse teu jeito.
 
Tentei minhas amarras quebrar,
nas forças que em mim existiam.
Tentei amarguras superar,
laivos de dor, que em mim persistiam.
Doeram… fizeram-me parar,
as ilusões, bem longe partiam.
 
Quedei louco e já derrotado…
Fímbrias desse amor eu as guardei.
É rosa de perfume… danado,
feriu-me doida… em mim quebrei;
Uma esperança de ser amado.
Sem saber bem, por quem eu lutei.
 
Sines - Portugal
25/11/2007
11月30日

Retrato Falado

Retrato falado
Walter Pereira Pimentel
 
Palavras, riscos e rabiscos
Dão forma a este retrato
Mais sonhado do que falado
Mais real do que virtual

Olhos verdes
Nariz afilado, atrevido e debochado
Rosto de traços finos, bem feminino
Pele sedosa, com uma suave fragrância de rosas...
 
Assim a imagem vai se formando
A boca, ganhando contornos de sensualidade
As curvas do corpo vão se delineando
Dentro do sorriso, raiando, um sol de felicidade
 
Já não falta mais nada
Tenho à minha frente uma foto sem moldura
Pintada com as cores da ternura
A magia e o encanto do olhar da pretensa da amada
 
Queres conferir? Se te achares parecida
Terei encontrado quem faltava na minha vida!
 
 
 
11月28日

São Lourenço de mar a mar

 

São Lourenço de mar a mar
Milamarian
 


São Lourenço de mar a mar te vejo assim
soprando as águas desde os grandes lagos
descansas entre o verde e o marfim do prado
o purpúreo trevo, três folhas no alvo jardim.
 

Uma cascata de tantas cores te beija a fronte
pequenas ou largas naus descem e sobem a fio
suas vertentes em ondas de oceano às vezes rio
e desfilam sorrisos da nascente ao teu poente.
 

Estuário de alfazemas do oriente tu bem sabes
trazes a calmaria em gotas suaves e adocicadas
espalhando o néctar antes que o dia se acabe,
 

e no crepúsculo ao surgir da radiante e bela lua
tu te abres e desembocas nesta hora a toada
de teu murmúrio qual fina pérola em miniatura.
 

Em 23 de novembro de 2007.

 

 

Eu não estarei lá

 
EU NÃO ESTAREI LÁ
Autoria - Silvana Duboc
27/11/2007
 
 
Nada de lágrimas,
deixe-as pra mim,
afinal sempre foi assim.
Nada de tristeza,,
de tardios arrependimentos,
saboreie a beleza
dos seus momentos.
A herança da desilusão
ficará guardada no meu coração,
assim como o amor que a você dediquei.
O resto de tudo eu não sei
que lugar vai ocupar
e se vai perdurar.
Nada eu vou cobrar
portanto pode relaxar
e em outro porto ancorar.
Só tome muito cuidado
para no trajeto não afundar,
 eu não estarei lá pra lhe salvar.
 

Poesia

 
 

Poesia

Patricia Montenegro

 

Poesia?!?

Tola ilusão,

Só são compreendidas,

Se lidas com os olhos do coração,

Poesia?!?

Parecem todas iguais,

Se não forem lidas com emoção,

Poesia?!?

Só é bela para quem as lê,

Com liberdade de sentimentos,

Sem medos ou amarras,

Poesia?!?

Quisera eu ser uma,

Para poder entrar no seu coração,

Poeta do amor e emoção...

 

São Jose, 01-02-07 – 16:45 horas

 

Queixa do Espinho

Queixa do espinho
Humberto Rodrigues Neto
  
 
Quiseste, Pai, que eu fosse humilde espinho
e eu fui sem queixa ao que determinaste:
lançado ao chão de um tenebral caminho,
ou balouçando de uma flor na haste.
 
  
Por Ti  fui relegado à solidão
da mata, e cumpro a sina que me deste:
de gume em riste, a rechaçar a mão
que tente arrebatar-me o fruto agreste.
  
 
Depois, ó Deus, determinaste atar-me
aos galhos de uma flor bela e cheirosa,
a  afugentar quem ouse separar-me
da  minha meiga companheira: a rosa.
 
 
 
E obedecendo aos Teus caprichos sábios,
até nas rimas fui por Ti disperso:
meu nome aflora, do poeta aos lábios,
pra realçar as  vibrações de um verso.
  
 
No chão, no ar, em toda parte, enfim,
cumpri calado o que me conferiste;
onde me alçaste houve razões, e assim,
vivi contente o meu destino triste.
 
  
Porém, por mais que o raciocínio gaste,
jamais conseguirei, neste ínvio trilho,
saber por que razão Tu me cravaste
na nívea fronte do Teu pobre filho!
 
 
 
11月26日

Oitenta e Seis

 

* Um alerta bem lembrado pela poetisa a um assunto tão grave que não é levado à sério pelo ser humano!

 

OITENTA E SEIS
Milamarian


 

Triste degradé do noventa e dois convertido em oitenta e seis
livre concentrado entre paredes, no silêncio aquel'alma rondara
deitando a orbe em desespero o pano descera e espalmara
tal morta folha caída ao solo num último suspiro ao sol-rei.
 

Um arco disforme não de um íris, sem cor, perfume sem odor
guardado, espalhara no inverno o sabor e se revelara em mazela
naquele abrigo de janelas e portas cerradas, no ar em paralelas
desintegrara os favos, decrescendo a fração em zero numerador.

 

Por que este destino se sequer de um solanaceae ele fora capaz?
Trouxera-lhe a dor em sibilos apertados na disfonia de tantos enredos
que padeceram nas escuras cores do mármore num coro de "aqui jaz"!
 


Proprietário das coloridas quimeras de outrora em alcalinos grãos
tomara o ventre e o peito e arfando no leito num profano degredo
juntara aquelas mãos e o semblante em apelo na última contrição.

 

Em 13 de novembro de 2007.

 

Radonium - elemento químico de símbolo Rn e de número atômico 86
A alta concentração do gás, inodoro, é o maior causador de câncer de pulmão entre não fumantes.

 

 

O Encontro

 
 
O Encontro
Guida Linhares
 
Nem sei porque insistes
em marcar este escontro.
Vais ficar à minha espera,
olhando para as estrelas,
sonhando com mundos mágicos.
 
Teus poucos sonhares
são muito diferentes dos meus.
Gostas de te refugiar sempre
 em solitários castelos.
Sonho com movimentados jardins.
 
Talvez o que te atraiu,
seja justamente o que queres podar.
Contudo, para chegares a mim,
terás que se modificar.
Abrir as asas da vida e ousar.
 
Debaixo da luz do lampião,
ficarás sózinho a esperar.
Da distância te vejo buscando
algo que está em ti mesmo.
Achando, marques novo encontro.
 
 
Santos/SP - 24/11/07

Duas Bocas

 
 
Duas Bocas
Vilmar Pirituma
 
O silêncio mais 
gostoso é o
que começa 
entre dois olhares
e acaba em 
festa entre
duas bocas... 
Dois corpos 
envolvidos...  
Bebidos em
loucuras loucas
de corpos e bocas
 
 

Ah Coração

 
 
AH CORAÇÃO...
*Aurea Abensur*
(Orinho)

O meu coração,
ainda trago do avesso
encalhado no peito
Minha luta,
é o meu movimento
Há no meu amado mar
uma platéia de peixes surdos
como se empalhados fossem
e de sereias afogadas
como eu, a contragosto
em pleno sacrifício
Desencantada busco
teu consolo
sem fazer estardalhaço
mas frágil continuo
como mulher
em plena adolescência
Às vezes me entrelaço
com a utopia da irmandade
Mas na boca continuo a sentir
do ferro o  gosto ácido
Quero poder como as nuvens
voar, levitar, planar
e com o vento me esbarrar
para no ar simplesmente ficar
até tudo espairecer
e eu de paz me fartar
11月22日

Suavemente

 
 
SUAVEMENTE
Milamarian
 
 
Suave como a brisa da aurora que em mim tocou
soando em doce acorde tua palavra complacente
harmônicamente de encontro às serras encontrou
envolta em chitas, desbotada alma já decadente.
 
 
 
A galhardia alumiada em teu semblante angelical
resplandeceu entre as rendas infinitas do oriente
e intenso brilho refletido em negro nimbo indolente
foi dilúvio de luz dispersa de teu halo divinal.
 
 
 
Cinéreas nuvens nas ruínas deste caos, tão obscuras
dissolveram-se em espasmos pela luz dos olhos teus
teu amor lançado em arenoso chã desfez toda amargura.
 
 
 
Dissipando as trevas que encobriam os olhos meus
foi nevoeiro cobrindo em cores, vales sombrios
acordando estrelas suprimidas neste profundo vazio.
 
 
 
 
Japão
18.07.2006
00:00

Eternamente

 
 
ETERNAMENTE
José Geraldo Martinez
 
 
Ah, mãe... quanto a admiro!
Agradeço ao céu, a Deus nosso
onipotente Pai, por ser o seu filho!
E foi lá em setembro de cinqüenta e oito
o nosso primeiro olhar,
a primeira acolhida em seus braços
e a fiz sonhar...
Nunca mais nos separamos e para sempre será assim...
Eu sendo parte de você e você, de mim !
O cordão que nunca se rompe,
o amor que nunca se aparta, em nossas estradas...
Aqui ou acolá, sejam quais forem as nossas moradas!
Beberei eternamente do seu leite e dormirei da mesma forma na água morna de seu ventre...
Mãe e filhos são coisas de Deus, para todo o sempre...
Hoje, no seu dia, eu a seguro no colo!
Afago o seu rosto, olho-a santa...
Beijo os seus cabelos.
Faço dos seus pés meu altar e neles dobro meus joelhos...
Você é um pedaço do céu na terra!
Parte de mim...
Fez-me, gente!
Entrego-lhe as preces do meu Pai,
agradeço-lhe eternamente.
 

Banho de Prazer

 
 
Banho de Prazer
elisasantos 
 
 
 
A vela que chora e valente ilumina a sombra dos teus olhos
Que é um grito de dor, é a mesma chama que percorre teu corpo.
Delineando-lhe os contornos, divide-me os instintos
Comendo a maçã, te afago, protejo e engano a serpente...
 
 
 
Que arisca petisca com olhos vorazes tocar-te com a boca.
Falando de amor à pele, que túrgida transpira a essência.
A essência da fêmea, que à flor da pele, chove pelos pelos poros...
Alimentando da seiva meu corpo faminto, que banha-se de prazer.
 
elisasantos
14/12/2006

São tantas horas...

 
 
 
SÃO TANTAS HORAS... 
CIDUCHA 
 
 
São tantas horas... querido!
Horas de angústia, de espera
meu coração dispara ao menor ruído
e no entanto
não é o que eu pensei que era... 

São tantas horas... tantos dias
tanto tempo...
e nada de ouvir sua voz
meu doce alento...
Onde estarás,
que não chega lá meu pensamento?

São tantas horas... mortas
a insônia a me rondar, traiçoeira
e o calendário a me dizer
insistentemente
que estou sem você
há tantas horas... tanto tempo...

Por que?


Santos - 15/09/2007

Silêncios

 
 
SILÊNCIOS
MILAMARIAN


Taciturno é este meu horizonte
silêncio que invade, tristeza que cala
são lágrimas de saudades no semblante
em minha alma tua ausência se instala.
 

É melancolia na palidez da tarde que dilacera
um lânguido olhar perdido em mais um poente
o passado no presente, constante como açoite
o medo do sombrio vácuo que nas noites me espera.
 


O agasalho na fria madrugada é tua despedida
Na penumbra , tua falta ecoa em meu grito lancinante
crepitando na lareira acesa,  tua última lágrima caída.
 

Sobre a escrivaninha, só farrapos de escritos moribundos
naquele pergaminho agora a tinta é vermelha lacrimejante
sangrando no verso insone, o silêncio, negro e profundo.


Japão
29.06.2006
14:30

Nossos silêncios

 
NOSSOS SILÊNCIOS
Silvana Duboc
 
  
Nossos silêncios tão gritantes
nos cercam em certos instantes
onde a palavra é podada
pois não existe mais nada
que possa ser falado
ou, sequer, explicado.
Nossos silêncios são compostos
por um vazio preenchido
e um sentimento que divido contigo.
Nossos silêncios são mortais,
são vivos e especiais,
são óbvios e naturais.
Nossos silêncios falam mais
 que nossas falas reais. 
Nossos silêncios são tão fortes
e temos tanta sorte
de dentro do nossos silêncios
podermos nos ouvir
sem precisar, com palavras, exprimir
o que sentimos ou pensamos.
Nossos silêncios podem levar
segundos ou anos
pois mesmo dentro deles
sabemos demonstrar o quanto nos amamos.
 

A Chave da Razão

 

A Chave da Razão
Schyrlei Pinheiro



Depois de fechada a porta da solidão,
a dor ficou perdida e distante.
do meu coração,
as lágrimas  tristonhas
aprenderam com  a razão,
a sorrir  de minha aflição.
O tempo passou, a luz retornou,
tranformando a ânsia
em uma nova flor,
substituindo o sofrer,
o querer matar e morrer;
Tudo isso a vida apagou,
quando o vento abriu a janela do tempo,
pedindo ao beija-flor
 para trazer em seu bico
a felicidade do eterno amor.


Schyrlei
Reg 1141031


O IMPORTANTE É SER FELIZ! SEMPRE!!!